quinta-feira, 26 de março de 2009

Escola Norma Guilhon - Ilha de Colares - Pará

A Escola Norma Guilhon sempre foi referência na educação formal em Colares, o gande problema é que nos últimos anos vem passando por várias situações que afetam diretamente o cotidiano escolar dos alunos e professores prejudicando o rendimento e a produção de conhecimento.
Segundo os alunos e comunidade, esta escola nunca havia ficado desta forma; banheiros sem iluminação, paredes sujas de limo e grafismos (pichações, desenhos e escritos obscenos) espalhados por toda e estrutura física já totalmente danificada.

Um dos maior
es problmas enfrendados hoje, imaginem, é a falta de carteiras para os alunos poderem assistir suas aulas. Uma grande vergonha pra educação no Estado, um reflexo da incoerência entre discursos midiáticos e que encontramos no dia a dia, pois, o que vemos na TV e nas propagandas não corresponde a real situação encontrada nas escolas.
O centro de Colares onde se encontra esta escola, é cercado por diversas localidades, e muitos dos alunos vem do interior em ônibus precários sem segurança alguma, muitas vezes sendo humilhados pelos próprios motoristas que parecem estar fazendo um grande favor para as crianças.



ATO PÚBLICO

No mês de Junho deste ano, após várias reivindicações sem respostas aos órgãos públicos "competentes", fomos às ruas em ATO PÚBLICO exigir da administração municipal e da própria SEDUC uma resposta para solucionar ou amenizar nossos problemas.

Reunimos mais de 350 pessoas entre alunos, pais, professores e comunidade em geral. Caminhamos por entre as ruas da cidade com cartazes produzidos pelos próprios alunos em oficinas realizadas nas aulas de arte, utilizamos apitos, panelas e carro som pra que todos soubessem da realidade enfrentada dentro dos muros da escola. Um grito em prol de uma educação digna e de qualidade.


Atividades:

Nos dias que antecederam o Ato Público, foram realizadas algumas oficinas de cartazes a partir da disciplina Artes. O "tema" para elaboração dos cartazes partiu dos questionamentos que nos levaram a tal ato; má qualidade estrutural, falta de carteiras, trânsporte precário, salas sem professor. O foco da oficina foi o de criar a partir da nossa realidade, cartazer que pudessem expressar as angústias de toda comunidade escolar.

O objetivo das atividades foi o de instrumentalizar as formas de pensamento com ferramentas alternativas para expressar e atuar de forma incisiva na realidade, tendo como um dos principais focos da proposta, desenvolver formas didáticas de sensibilização artistica/estética para criar "obras" para ações diretas politicamente direcionadas.

Câmara Municipal de Colares Rua Curuça

Escola



quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Modelando uma identidade



Ilha de Colares
Escola Estadual Magalhães Barata
Diretor: Carlos Haroldo
Ensino Fundamental
Atividades da disciplina Artes
Localidade do Ariri - Zona Rural 7km


"Rua de areia, quintais sem muros, espírito de brincadeira no ar."


Ao nos propormos quebrar as amarras da sala de aula, entramos em um campo de possibilidades infinitas. Possibilidades que ajudam a significar a vivência de forma lúdica e criativa no pensar e o fazer no ensino da arte.

O clima do mangue se aproximava suavemente, cada vez que nos aproximávamos da margem do rio e do porto. O cheiro de peixe bem característico nestes contextos, era justificado pelo forte fluxo de embarcações na beira do cais: cotidiano e comércio em pleno movimento diário, regrado pelo regime das marés.




Ao chegarmos ao local onde, segundo os alunos, foi um ponto de extração de argila da década de 80 até o início dos anos 90, encontramos somente as ruínas e um grande buraco, resultado de mais de uma década de exploração excessiva da argila para a fabricação de telhas de barro para a região.



Após um b reve diálogo com os alunos sobre a importância de se desenvolver uma relação mais harmônica com a natureza, partimos para dentro do seio da nossa grande mãe. Colocamos a mão na massa, fomos em busca de uma experiência concreta e direta como nosso objeto de estudo. To car, sentir as texturas de dentro da terra, a temperatura natural da matéria bruta foi uma forma de despertar o espírito para a brincadeira. Vivenciar junto aos alunos outras formas de ver nosso espaço, nosso contexto, proporcionou descobrir outros valores contidos na relação entre professor e aluno, escola e comunidade, homem e natureza.
A atividade teve como objetivo coletar material (argila) para desenvolvermos nossas aulas dentro da escola, mas o jogo foi surgindo em um brincar contínuo, todos passaram a experimentar e criar novas formas, elaborando suas próprias representações.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Jabiraca

Olhares que se cruzam no momento da passagem
quebra da rotina ataque direto a retina.



A JabiracaAçu surge co
mo estrutura estranha rodopiando sobre seu próprio eixo, chacoalhando sobre a superfície irregular das ruas, provocando um rebuliço por onde ela passa. As Jabiracas se apresentam como um meio de provocar o transeunte na intenção de despertá-lo para outras formas de percepção urbana, instaruando outras possibilidades de atuação cotidiana.
Objeto escultórico itinerante, materialização de um desenho estranho e destoante, (re)configurado em sua própria dinâmica.
Idéias jogadas ao vento num pleno estado de deriva dentro da psicgeografia urbana da cidade, esteja no centro ou na periferia. Uma brincadeira de criança no mundo real, um jogo com o im
aginário urbano, plenitude do delírio de quem procura viver a cidade como um espaço favorável para experimentar e confrontar conceitos e valores de uma sociedade midiática que vive um eterno automatismo induzido próprio da contemporaneidade. Afrontamento a servidão, negação do voluntarismo condicionante da cidade constituída por um exercito de urbanoides escravos da velocidade.
o processo

Levado por uma necessidade crescente de modificar e intervir na realidade urbana de forma direta, resolvi iniciar um projeto que a tempos vinha tulmultuando minhas idéias como um monte de cacarecos retorcidos e enferrujados, depois batizado como Jabiraca.
Engrenagens e estruturas recolhidas nas ruas e oficinas de bicicletas da periferia foram sendo aglutinadas e resignificadas para tomar a rua como um grande palco aberto para mutações, indo de encontro ao estabelecido.

Um desejo de criar uma realidade mágica e inusitada me fez procurar meios para sua transformação de forma lúdica e original, utilizando os próprios elementos encontrados nela.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Dia de movimento, paisagens a mil
Frenesi rotineiro de um campo de possibilidades
Ruas e becos de um novo perfil
Associações relativas de novas cidades
corpos cansados transitando por todos os cantos
Andarilhos, roupas sujas no varal, quintal no canteiro principal
Paredes soltanto lascas de tinta velha
Desarmonia presente em todo canto do Paar a Cidade Velha
Estruturas arquétipicas materializadas em formas distoantes
Vigilância montada na busca de proteção, vias de contra mão

terça-feira, 16 de outubro de 2007




Olhares em deriva


Constante movimento do pensamento



Cidade inebriante e exitante



Cores que se contrastam e se afirmam



Sabores e odores de um ambiente mutante



Atmosfera temperada pelo cheiro do rio carregado de detritos