Proposta de projeto aprovada na FAPESPA (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará ) Coordenadores: Fernando de Pádua - Bruna Suelen | ||||||||||||||||||||||
O projeto Rádio[comum]unidade para educação: uma conexão com o imaginário, visa a instrumentalizar o rádio como recurso pedagógico dentro de uma proposta interdisciplinar, com a criação de um laboratório de rádio na escola. Com o intuito de aproximar a escola da comunidade através da valorização da cultura popular expressas nas narrativas, mitos e lendas da região. Incentivando a única rádio FM do município de Colares, Rádio Rosário FM, contribuindo para o fortalecimento das raízes locais e senso crítico dos jovens.
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sábado, 12 de setembro de 2009
Rádio[comum]unidade para educação: uma conexão com o imaginário.
Projeto Espaço[com]vivencia - Síto Brilho Verde
Ilha de Colares - Pará - Amazônia
O Espaço[com]vivência trata-se de uma proposta que visa desenvolver atividades e projetos voltados para a comunidade objetivando a conscientização e compreensão da realidade como um campo favorável para experimentações artísticas lúdicas, perpassando os níveis sensíveis da criação aos níveis cognitivos da aprendizagem, a partir da troca de experiências no campo das artes e conhecimentos transversais. Acreditamos que através de uma atitude efetiva dentro de um espaço interdisciplinar, seja possível desenvolver práticas de experimentação artísticas e educação ambiental, promovendo assim o atravessamento entre os conhecimentos das culturas populares Afro-amazônicas e erudita, promovendo o senso crítico da comunidade envolvida para discutir e perceber conceitos universais e locais
O projeto tem como estratégia de ação a aproximação direta e efetiva com a comunidade através de projetos voltados para escolas públicas do município de Colares onde se promove atividades de arte educação. Desta forma, acreditamos que o Espaço[com]vivência venha a se afirmar na comunidade como referencial e um importante suporte instrumental para o desenvolvimento de práticas artísticas na área do arte, cultura popular, rádio livre, artesanato, customização de tecidos, reciclagem, xadrez, criação artística e inclusão digital, assim como o acesso a conhecimentos voltados para a preservação do meio ambiente, incentivando e colaborando com a comunidade na formação de uma percepção mais ampla da realidade e da ecologia humana. Escolhemos o viés das artes, por se tratar de uma área do conhecimento que abrange todas as disciplinas do ensino formal, sendo um campo infinito para a experimentação artística.
Desenvolver projetos voltados para a comunidade no campo das artes e meio ambiente, construindo assim, um espaço de referência na educação de jovens e adultos, estimulando um pensar voltado para a autonomia do sujeito.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Brincando no mangue
Seu Moiséis é filho de pescador e responsável por uma grande área de mangue na ilha de Colares próximo a comunidade do Ariri. Possui uma família grande de dez pessoas, todos envolvidos nas atividades que garantem o dia a dia.
Nunca havia percebido a grandeza daquele lugar como nessa manhã, pois, sempre me detive a ficar no retiro onde ele e sua esposa, Dona Jack produze a farinha com côco mais gostosa da região.
Seu Moiséis também é carpinteiro naval, taifeiro, artesão e pescador, mestre que educou os filhos com o conhecimento popular mais rico que se pode obter por essas bandas.
Seu Moiséis fabrica matapi (estrutura feita de tala de guarumã utilizada para pegar camarão) de garrafas pet coletadas na cidade (Colares), ensinando seus filhos a respeiratarem a natureza reutilizando materiais recicláveis.
Ele delegou seu filho, Lucas, para nos guiar por entre o mangue e
conhecer as maravilhas daquelas terras e águas.
Lucas, é um garoto esperto de onze anos conhecedor da área e de todas as histórias.
A cada árvore que ele conhecia, nos informava o nome, e falava sua utilidade e aplicação medicinal. Nos apresentou o breu branco (resina de uma árvore utilizada para fazer perfume e defumação para espantar mosquitos). Junto com seu irmão, o menino Messias, nos levaram pelos caminhos criados por seus avós e nos apresentaram a pequena "cachoeira" dentro do mangue onde brinca com seus irmãos.
Assim que chegamos a praia, logo nos encantamos com a paisagem, respiramos um ar puro sentindo o vento gostoso vindo do litoral.
Iniciamos um processo de transformação, decidimos batizar nosso amigo o Profº João Carlos com a famosa lama negra tão falada na região, devido seu poder de cura e senbilização.
Oficinas com tala de guarumâ

Oficinas com tala de guarumâ
Nossas atividades estão sendo desenvolvidas dentro do espaço físico da Escola Magalhães Barata, ou melhor, no quintal da escola que por sinal é o melhor lugar para as atividades.
No mês de junho, já próximo às férias, os alunos fazem diversas brinquedos, entre eles surgem as tradicionais pipas(papagaios, rabiolas...) feitas de tala de guarumâ.
Esta tala é tirada da casca de um arbusto encontrado na região, serve para a criação de vários produtos típicos da região norte, sendo utilizado pelos indígenas para fazer o tipiti (instrumento utilizado para pegar camarão), matapi (recipiente apropriado para tirar o tucupi do tacacá) e peneiras.
A atividade teve inicio com uma proposta de criarmos um boi para a semana no folclore pra ser apresentado agora em agosto. Todos se mostraram dispostos para experienciar, a criar de acordo com o combinado. Assim que iniciamos as atividades,
Fui percebendo que o trabalho em conjunto fora do ambiente con
Dentro desta mesma atividade,
quinta-feira, 26 de março de 2009
Escola Norma Guilhon - Ilha de Colares - Pará
Segundo os alunos e comunidade, esta escola nunca havia ficado desta forma; banheiros sem iluminação, paredes sujas de limo e grafismos (pichações, desenhos e escritos obscenos) espalhados por toda e estrutura física já totalmente danificada.
es problmas enfrendados hoje, imaginem, é a falta de carteiras para os alunos poderem assistir suas aulas. Uma grande vergonha pra educação no Estado, um reflexo da incoerência entre discursos midiáticos e que encontramos no dia a dia, pois, o que vemos na TV e nas propagandas não corresponde a real situação encontrada nas escolas.
ATO PÚBLICO
No mês de Junho deste ano, após várias reivindicações sem respostas aos órgãos públicos "competentes", fomos às ruas
Reunimos mais de 350 pessoas entre alunos, pais, professores e comunidade
Atividades:
Nos dias que antecederam o Ato Público, foram realizadas algumas oficinas de cartazes a partir da disciplina Artes. O "tema" para elaboração dos cartazes partiu dos questionamentos que nos levaram a tal ato; má qualidade estrutural, falta de carteiras, trânsporte precário, salas sem professor. O foco da oficina foi o de criar a partir da nossa realidade, cartazer que pudessem expressar as angústias de toda comunidade escolar.
O objetivo das atividades foi o de instrumentalizar as formas de pensamento com ferramentas alternativas para expressar e atuar de forma incisiva na realidade, tendo como um dos principais focos da proposta, desenvolver formas didáticas de sensibilização artistica/estética para criar "obras" para ações diretas politicamente direcionadas.
Câmara Municipal de Colares
Rua Curuça
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Modelando uma identidade
Escola Estadual Magalhães Barata
Diretor: Carlos Haroldo
Ensino Fundamental
Atividades da disciplina Artes
Localidade do Ariri - Zona Rural 7km
"Rua de areia, quintais sem muros, espírito de brincadeira no ar."
Ao chegarmos ao local onde, segundo os alunos, foi um ponto de extração de argila da década de 80 até o início dos anos 90, encontramos somente as ruínas e um grande buraco, resultado de mais de uma década de exploração excessiva da argila para a fabricação de telhas de barro para a região.
A atividade teve como objetivo coletar material (argila) para desenvolvermos nossas aulas dentro da escola, mas o jogo foi surgindo em um brincar contínuo, todos passaram a experimentar e criar novas formas, elaborando suas próprias representações.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Jabiraca
Olhares que se cruzam no momento da passagem
quebra da rotina ataque direto a retina.
A JabiracaAçu surge como estrutura estranha rodopiando sobre seu próprio eixo, chacoalhando sobre a superfície irregular das ruas, provocando um rebuliço por onde ela passa. As Jabiracas se apresentam como um meio de provocar o transeunte na intenção de despertá-lo para outras formas de percepção urbana, instaruando outras possibilidades de atuação cotidiana.
Objeto escultórico itinerante, materialização de um desenho estranho e destoante, (re)configurado em sua própria dinâmica.
Idéias jogadas ao vento num pleno estado de deriva dentro da psicgeografia urbana da cidade, esteja no centro ou na periferia. Uma brincadeira de criança no mundo real, um jogo com o imaginário urbano, plenitude do delírio de quem procura viver a cidade como um espaço favorável para experimentar e confrontar conceitos e valores de uma sociedade midiática que vive um eterno automatismo induzido próprio da contemporaneidade. Afrontamento a servidão, negação do voluntarismo condicionante da cidade constituída por um exercito de urbanoides escravos da velocidade.
Levado por uma necessidade crescente de modificar e intervir na realidade urbana de forma direta, resolvi iniciar um projeto que a tempos vinha tulmultuando minhas idéias como um monte de cacarecos retorcidos e enferrujados, depois batizado como Jabiraca.
Engrenagens e estruturas recolhidas nas ruas e oficinas de bicicletas da periferia foram sendo aglutinadas e resignificadas para tomar a rua como um grande palco aberto para mutações, indo de encontro ao estabelecido.



